Estatística: Escala Ordinal.
- EnGeProRED - Robson Ezequiel Dias

- 26 de fev.
- 2 min de leitura
É a escala usada quando se quer avaliar um fenômeno em termos de onde ele se situa dentro de um conjunto de patamares ordenados.
Se trata de um tipo de medição qualitativa que organiza categorias com uma ordem ou hierarquia, mas não garante intervalos iguais entre elas.
1.Permite comparar posições ou classificações, mas não permite cálculos de medidas precisos.
2.É usada quando você quer saber “mais” ou “menos”, “melhor” ou “pior”, mas não o quanto exatamente.

Exemplos comuns:
Classificação de satisfação do cliente: “Muito insatisfeito”, “Insatisfeito”, “Neutro”, “Satisfeito”, “Muito satisfeito”
Nível de prioridade de manutenção: “Baixa”, “Média”, “Alta”
Grau de criticidade de defeitos: “Leve”, “Moderado”, “Grave”
🔹 Aplicação na Engenharia de Produção
O engenheiro utiliza escala ordinal para análise de desempenho, qualidade e riscos, quando há hierarquia, mas não números exatos:
Avaliação de defeitos
Ex.: classificar falhas em produtos como Leve / Moderado / Grave.
Permite priorizar ações corretivas: defeitos graves → atenção imediata.
Controle de produtividade
Classificar o desempenho de operadores ou máquinas em: Baixo / Regular / Bom / Excelente.
Ajuda na decisão de treinamentos ou manutenção preventiva.
Satisfação de clientes ou stakeholders
Questionários com níveis de satisfação: o engenheiro analisa tendências e propõe melhorias.
Parecer técnico baseado em prioridade
A análise ordinal permite emitir recomendações estratégicas, mesmo sem valores numéricos precisos:
“O setor de Montagem apresentou defeitos classificados como ‘Graves’ em 20% das inspeções; recomenda-se revisão do processo e reforço no treinamento.” 🔹 Mini Estudo de Caso – Linha de Produção
Contexto:Uma fábrica coleta dados sobre a gravidade de defeitos em seus produtos.
Dados coletados (escala ordinal):
Leve (não compromete funcionamento)
Moderado (impacta qualidade, mas contornável)
Grave (compromete funcionalidade ou segurança)
Análise do engenheiro:
Defeito | Gravidade | Setor | Frequência |
Montagem incorreta | Grave | Montagem | 12 |
Costura falha | Moderado | Costura | 20 |
Colagem incorreta | Leve | Montagem | 15 |
Material danificado | Grave | Corte | 8 |
Parecer do engenheiro:
Priorizar Montagem e Corte para ações corretivas, pois apresentam defeitos graves.
Defeitos leves ou moderados podem ser tratados posteriormente.
Permite alocação eficiente de recursos, focando primeiro nos problemas mais críticos. Outras variantes:

FONTE: Engenheiro de Produção Robson Ezequiel Dias.
O engenheiro (de produção) utiliza escala ordinal para análise de desempenho, qualidade e riscos, quando há hierarquia, mas não números exatos.





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