Metodologia Just in Time: No momento certo / No tempo exato.
- EnGeProRED - Robson Ezequiel Dias

- 12 de fev.
- 4 min de leitura

De forma geral o JIT é uma filosofia de produção que visa aprimorar a produtividade, possibilitando uma produção eficaz em termos de custos, utilizando o mínimo das instalações, equipamentos, materiais e recursos humanos, buscando atender a demanda instantaneamente com a qualidade perfeita e sem desperdício.
A ausência de métodos capazes de minimizar as perdas no setor de produção gera problemas que refletem em prejuízos para o setor produtivo, tendo em vista a falta dessas ferramentas, não agregam valor , pois não estão realmente transformando a matéria prima, modificando a forma ou a qualidade do produto final.
Nascido no Japão na década de 1950, a proposta do JIT visa, sobretudo, otimizar a gestão dos processos produtivos, enxugar os estoques - o que implica na eliminação de custos desnecessários para mantê-los, e ainda eliminar os níveis de desperdícios, uma vez que, a matéria prima ou insumo só é disponibilizado no momento exato de sua utilização ou necessidade.
Segundo Liker (2005), a Toyota percebeu a necessidade de produzir diferentes modelos em pequenos lotes com o menor custo, para atender as demandas da época, pois trabalhavam com estoques elevados, e o foco eram reduzir os desperdícios, contudo nasceu o STP - Sistema Toyota de Produção, cujo objetivo é eliminar as atividades que não agregam valor ao produto final, aumentando a flexibilidade, produção, qualidade e reduzido os custos.
Segundo Gaither (2002) identificar desperdício é o primeiro passo para eliminá-los. A Toyota classifica sete categorias de desperdícios:
1º. Desperdício de Superprodução: O JIT como maior fonte geradora de estoque e de desperdício a produção antecipada. Hábito de produzir mais do que o necessário, resultando em custos de armazenagem e, aumentando os custos com transportes devido ao estoque em excesso.
2º. Desperdício de Espera: Refere-se ao tempo de espera de um processo ou material ou serviço para ser processado, ocorre geralmente quando o processo anterior sofre atrasos, interrupções, afetando toda a cadeia produtiva.
3º. Desperdício de Transportes: A movimentação de materiais e de estoque por longos trajetos / caminhos dentro da cadeia de produção de modo ineficiente entre processo ou para dentro ou fora do estoque.
4º. Desperdício de Processamento: Etapas desnecessárias ao se executar uma atividade, quando um método mais simples pode ser mais efetivo. Pode ser observado e analisado quando utiliza sistemas ou procedimentos produzindo defeitos. Muitas vezes chamamos de Super Processamento.
5º. Desperdício de Movimentos: Movimentos inúteis executados pelos colaboradores, tais como, empilhar materiais, procurar itens caminhando de um local ao outro dentro da fábrica; muitas vezes ocasionadas pela falta de organização no ambiente laboral.
6º. Desperdício de Produtos Defeituosos: Realização de consertos gerando assim retrabalhos, inspeções de qualidade, ocasionado perdas de manuseio, aumento do lead time e esforços desnecessários.
7º. Desperdício de Estoques: Excesso de matéria-prima ou estoque em processo, ocupação de espaço físico para armazenagem, múltiplas movimentações de materiais, gerando movimentos extras, custo de capital circulante, risco de obsolescência e danificações, comprometendo a qualidade e a segurança do local de trabalho, aumento considerável do lead time.
FONTE: Souza, 2020, p. 1-2, 4, 6-7.
O papel do Engenheiro de Produção dentro da filosofia Just in Time (JIT) é central para garantir que os processos sejam enxutos, sincronizados e livres de desperdícios. Ele atua como elo entre a estratégia e a prática operacional, aplicando métodos de gestão e ferramentas de melhoria contínua para transforma a cadeia produtiva.
Funções do Engenheiro de Produção no contexto de JIT:
Planejamento e Controle da Produção: organiza o fluxo de materiais e informações para que cheguem exatamente quando necessário.
Gestão de Estoque: reduz estoques intermediários e finais, evitando capital parado.
Otimização de Processos: identifica gargalos e desperdícios, propondo soluções para aumentar a eficiência.
Integração da Cadeias de Suprimentos: coordena fornecedores e clientes para que o fluxo seja contínuo e sem atrasos.
Garantia da Qualidade: assegura que os produtos atendam às especificações sem retrabalho.
Habilidades Necessárias do Engenheiro de Produção:
Visão Sistêmica: Compreender toda a cadeia produtiva de valor, do fornecedor ao cliente.
Análise de Dados e Indicadores: interpretar métricas para tomada de decisão rápida.
Gestão de Pessoas e Liderança: engajar equipes na filosofia de melhoria contínua.
Conhecimento em Lean Manufacturing e Kaizen: aplicar ferramentas como Kanban, 5S, e Kaizen para eliminar desperdícios.
Capacidade de Inovação e Adaptação: ajustar processos conforme mudanças na demanda.
Indicadores utilizados para otimização:
O Engenheiro de Produção monitora índices que permitem avaliar a eficiência e eficácia do sistema produtivo, como:
Lead Time, OEE (Overall Equipment Effectiveness), Taxa de Defeitos / Retrabalho, Nível de Estoque, Tempo de Setup, Produtividade da Mão de Obra, Cumprimento de Prazos (On-Time Delivery).
O Engenheiro de Produção é quem traduz os princípios do JIT em práticas concretas: eliminar desperdícios, reduzir estoques, sincronizar processos e aumentar a competitividade. Ele garante que cada etapa agregue valor ao produto final e que a empresa opere com flexibilidade, qualidade e custos reduzidos.
"Como Engenheiro de Produção, aplico a filosofia Just in Time para otimizar fluxos, reduzir estoques e eliminar desperdícios, garantindo maior competitividade e sustentabilidade para sua empresa."





Comentários